quinta-feira, 19 de agosto de 2010
domingo, 8 de agosto de 2010
2) Muricy Ramalho (1996, 1996-1997, 2006-2009)
3) Leão (2004-2005) - grande mala, mas preparou o time que viria a ser campeão mundial
4) Cuca (2004) - semblante loser, mas grande motivador, vi belas viradas
5) Levir Culpi (2000) - ótimo time vice da Copa do Brasil
6) Dario Pereyra (1997-1998) - muito gente boa
7) Roberto Rojas (2003) - idem
8) Nelsinho Baptista (1998, 2001-2002) - final do Paulistão-1998 foi linda
9) Oswaldo de Oliveira (2002-2003) - 10 vitórias seguidas no Brasileirão-2002
10) Paulo Autuori (2005) - campeão da Libertadores e Mundial? nunca me convenceu
11) Ricardo Gomes (2009-2010) - burro. só não fica mais p/ baixo pela reação em 2009
12) Vadão (2001) - nem lembro direito
13) Parreira (1996) - chegou falando em jogar no 3-7-0. foi derrubado pelos jogadores.
14) Paulo César Carpegiani (1999) - medíocre
terça-feira, 13 de julho de 2010
A Copa no Brasil: por que ainda torço pelo Canadá 2014
Não tem como não se emocionar com esses vídeos promocionais que pipocam aqui e ali exibindo as belezas brasileiras com música de fundo; imagens aéreas de praias ensolaradas, vegetação densa, céu azul, ruas limpas, trânsito fluindo, gente sorrindo nas ruas, pagode no bar com os amigos – tudo tão colorido, edificante e cheio de vida. Ainda mais comovente se a musiquinha for Aquarela do Brasil; é aquele troço que flerta com o cafona, mas que arrepia a ponto de você querer ter saído de casa com uma camisa de mangas longas.
Ah, Brasil, que maravilha de lugar, que grande benção ter nascido aqui. Certíssima a FIFA de nos escolher como sede, não? Somos mesmo o máximo. E como é fácil tocar nossa emoção, sempre tão pronta para explodir em samba, pagode ou bumba-meu-boi.
Mais fácil ainda manipular a opinião pública usando esse tipo de sentimentalismo mentiroso que, aliás, deverá nos assolar entre hoje e 2014 (ou 2016).
Portanto, é hora de despertar desse estado de dormência em que normalmente vivemos. Hora de deixar tanto sentimento de lado, especialmente porque o resgate midiático da emoção de sediar uma Copa está sendo feito com muita hipocrisia e manipulações toscas, como de costume.
O vídeo que deveria ser mostrado era um que viesse acompanhado de um funk misógeno e sexista e que exibisse imagens de ruas cheias de lixo e buracos, gente inocente sangrando, marmanjos fazendo coisas privadas em lugares públicos, cadeias lotadas, engravatados tramando o próximo golpe no dinheiro público, transporte público com gente saindo pela janela no fim do expediente, estádios vazios e caindo aos pedaços, famílias vivendo sem saneamento básico, filas nos SUS, escolas carentes de carteiras e quadro-negro ... mas esse é o filme que Meirelles não vai fazer.
Portanto, só nos resta tentar entender quem ganha quando um país com altíssimos índices de corrupção e baixos de desenvolvimento humano como o Brasil é eleito sede de um evento dessa magnitude? O povo certamente não é, embora as justificativas sejam muitas: “ah, teremos aeroportos novos, metrô para todos, estádios de primeiro mundo”.
O diabo é que já deveríamos ter tudo isso. Afinal, não saímos por aí bradando ser um dos grandes emergentes? Queremos um lugar no conselho de segurança da ONU e outro no G8 e, recentemente, emprestamos dinheiro ao FMI. Por que então nem todos têm saneamento básico ou acesso à educação? Por que mesmo ainda é preciso dar um prato de comida em troca de voto (uma troca subliminar, claro, e que só pode ser entendida assim por quem teve a privilégio de ter acesso à educação, o que, pensando bem, explica por que nem todos têm acesso à educação. Alimento intelectual e moral para o povão acaba saindo muito caro para quem pretende se perpetuar no poder).
Usar a Copa ou a Olimpíada como desculpa para dar ao cidadão brasileiro coisas que ele já deveria ter é como ir ao banco e ser autorizado pelo gerente a sacar mais do que o limite diário permitido – fica parecendo que o gerente fez um enorme favor quando era apenas obrigação da empresa simplesmente porque o dinheiro é seu e você paga, e paga muito, para que o banco deixe ele ali guardadinho. Ou seja, é malandragem, é uso indevido da nossa ingenuidade.
A CBF não muda seu comandante há 20 anos e, nesse período, o que exatamente melhorou no futebol do país a não ser o vertiginoso aumento de receita da própria CBF? Não temos um estádio que seja minimamente adequado aos tais padrões FIFA. Nem umzinho, embora façamos questão de sair por aí dizendo que somos o país do futebol. Mas se os caras estão no poder há 20 anos e não conseguiram nos dar um estádio decente, nem compra de ingressos sem fila, nem lugares marcados, nem o fim da violência e do vandalismo, nem uma série de outras coisas tão básicas para a dignidade do torcedor, por que mesmo eles continuam no comando, e de quebra são agora os líderes do Comitê da Copa?
O sonoro fracasso de duas décadas de comando não é prova suficientemente forte de que esse pessoal é, na melhor das hipóteses, incompetente para administrar o futebol brasileiro? “Ah, olha, 20 anos no poder e as coisas continuam tão podres como em 1970. Então, pela façanha, vocês ficam com o direito de sediar a Copa de 2014, e fazemos questão de ter na liderança do Comitê da Copa o mesmo cara que com 20 anos de poder nada mudou no futebol brasileiro. De preferência ao lado de algum membro de sua família” – Tutupish.
Não há como ganharmos com isso. Pior: não apenas deixaremos de ganhar, como pagaremos pela farra. Lula exigiu publicamente transparência de Ricardo Teixeira na organização da Copa, mas sabemos que o conceito de transparência de Lula é tão claro quanto uma noite nublada em praia deserta, então a exigência só não fez Ricardo Teixeira se contorcer no chão em risadas histéricas porque, todos sabem, Teixeira é a representação tridimensional da carranca e não ri faz 128 anos.
Mas é bom que lembrar, a partir de hoje e até 2014, a cada obra aprovada sem licitação, a cada tijolo superfaturado, a cada autorização de dinheiro do BNDES para construção de estádios, será o nosso dinheiro que estará sendo usado indevidamente, e usado para que meia dúzia de homens fiquem bastante mais ricos e milhões de brasileiros sensivelmente mais pobres.
Por isso ainda sonho com o Canadá, que poderia receber a Copa amanhã sem prejuízo financeiro para seu cidadão.
Mas vai, Brasil. Vai que o Hexa está a caminho. E com ele todo o superfaturamento será esquecido.
sábado, 10 de julho de 2010
A briga pelo bronze tem boa média de gols histórica: 3,93 por jogo. Mas hoje, pelo menos para os brasileiros, só se resumirá à torcida contra (ou a favor de) Miroslav Klose, a quem falta 1 gol para alcançar Ronaldo como o maior artilheiro das Copas do Mundo.
34 Alemanha Oc. 3x2 Áustria
38 Brasil 4x2 Suécia - Brasil perdia por 2x0
54 Áustria 3x1 Uruguai
58 França 6x3 Alemanha Oc. - 4 do Fontaine
62 Chile 1x0 Iugoslávia
66 Portugal 2x1 URSS
70 Alemanha Oc. 1x0 Uruguai
74 Polônia 1x0 Brasil - porrada do Leão em Marinho Chagas
78 Brasil 2x1 Itália - golaço do Nelinho
82 Polônia 3x2 França
86 França 4x2 Bélgica
90 Itália 2x1 Inglaterra
94 Suécia 4x0 Bulgária - Stoichkov precisava de 1 gol p/ ser artilheiro da Copa
98 Croácia 2x1 Holanda
02 Turquia 3x2 Coreia do S. - gol mais rápido das copas
06 Alemanha 3x1 Portugal
sexta-feira, 9 de julho de 2010
A Holanda marcou 3 gols no primeiro tempo e 9 no segundo nesta Copa do Mundo. A Espanha é mais "equilibrada". Confira:
Holanda
0-15 min: 0
15-30 min: 2 (Robben, Van Bronckhorst)
30-45 min: 1 (Van Persie)
45-60 min: 3 (Sneijder, contra (2))
60-75 min: 3 (Sneijder (2), Robben)
75-90 min: 3 (Kuyt, Huntelaar, Sneijder)
Espanha
0-15 min: 0
15-30 min: 2 (Villa (2))
30-45 min: 1 (Iniesta)
45-60 min: 1 (Villa)
60-75 min: 2 (Villa, Puyol)
75-90 min: 1 (Villa)
terça-feira, 6 de julho de 2010
sábado, 3 de julho de 2010
sexta-feira, 2 de julho de 2010
quinta-feira, 1 de julho de 2010
quarta-feira, 30 de junho de 2010
terça-feira, 29 de junho de 2010
Ilhas Maurício, 13 de julho de 2034
Terminou ontem a mais disputada Copa do Mundo da história. A vitória da Suíça por 2 x 0 diante do forte time japonês foi incontestável e repleta de lances emocionantes. Por isso muita gente tem preferido dizer que a suíça aplicou uma goleada no Japão - e a afirmação pode até ser discutível já que apenas um jogo dessa Copa teve placar diferente de 0x0, 1x1 ou 1x0 - mas o fato é que a partida foi absolutamente equilibrada, com os dois times buscando jogar bola (foram adoráveis 14 minutos de bola rolando) e tendo uma chance de gol cada.
O jogo também pode ser considerado histórico pelo baixo números de faltas – 196 apenas (112 cometidas por suíços), e porque, pela primeira vez em três meses, somente um jogador teve que ser retirado de campo pela ambulância (Mitsubishi passa bem depois de ter recebido doses de células-tronco que possibilitarão a regeneração da parte lesada de sua coluna vertebral.) Para lembrar, a média de jogadores severamente lesionados ou mortos em Copas é de 2,5 por partida desde 2018.
Os melhores momentos disponibilizados pela FIFA para hologramas cadastrados em seu site comprovam que os dois times jogaram, como se deve jogar, para não perder, e o fizeram de forma heróica. Dos 97 carrinhos aplicados pelo time japonês, pelo menos quatro deles poderiam ter sido eleitos os mais belos da Copa (A FIFA divulgará amanhã os vencedores dos prêmios de melhor carrinho, lateral melhor batido, escanteio melhor cobrado, melhor simulação de falta e falta menos violenta). Também amanhã a FIFA tornará disponível os replays de alguns lances duvidosos pelo custo de R$ 130 o décimo de segundo do download (mas apenas para torcedores cadastrados e que não tenham antecedentes de críticas à entidade).
O fato é que mais uma Copa chega ao fim, e essa, em especial, vai deixar saudade. Seja pelo lateral incrivelmente bem batido por Apple, atacante americano, pelo perfeito sistema defensivo do time Esloveno, que acabou eliminado sem sofrer nenhum gol em tempo normal (aliás, o time completa no próximo mês oito anos sem sofrer gols), seja pelo novo recorde estabelecido por argentinos, que conseguiram aplicar um drible completo, sem ser seguido de falta, no cada vez mais sólido time coreano (o drible aplicado por Alfajores sobre Fajitas ficará em nossa memória por muitos anos). Mais do que nunca o futebol levou a campo sua verdadeira essência: a defesa.
A grande decepção foi o time holandês, que insiste em jogar tocando a bola. Além de não terem sido capazes de completar nenhuma dessas tentativas de tabela ou triangulação (desde 2021 não se tem notícia de tabela ou triangulação que tenha deixado de ser interrompida por falta e ainda assim esse time insiste), quatro de seus jogadores continuam hospitalizados. Dois deles, ainda em coma, vitimas do inapelável soco na cabeça dado por atacantes da China e da Noruega que não aceitaram, como nenhum de nós aceitaria, a tentativa de um chapéu e de uma caneta nos jogos da fase classificatória. Não custa lembrar que os outros dois holandeses que perderam a perna esquerda por causa de carrinhos no meio de campo, bem aplicados, aliás, passam bem e devem voltar a jogar em seis meses, já que os implantes foram realizados com sucesso.
O que não pode deixar de ser dito é que está mais do que na hora de determinados jogadores, especialmente holandeses e argentinos, pararem de tentar aplicar o que chamamos de dribles desmoralizantes – caneta, chapéu, drible da vaca entre eles. Desde 2020, quando a FIFA publicou a lista de 10 dribles rigorosamente proibidos por afetar a masculinidade do atleta, essas tentativas vêm sendo rigorosamente punidas pelo trio de arbitragem, sempre soberano em suas decisões que, por lei-FIFA, não fazem uso de tecnologia. Tango, o portenho que tentou dar uma caneta no russo Smirnoff, ainda conseguiu ver o juiz sacando o vermelho antes de levar o esperado soco de Smirnoff e cair estatelado. Na sequência, Smirnoff, enquanto esmurrava o peito estufado, foi aplaudido de pé pelas 12 mil pessoas que lotavam o estádio, fazendo desse o momento mais emocionante e mágico da partida, que foi reiniciada logo depois que o sangue foi retirado da grama sintética.
Agora é esperar pela Copa de Fernando de Noronha, em 2038, ano em que o Brasil voltará a ter a chance de sediar a competição depois do colossal fiasco de 2014, quando perdeu para o Canadá, a seis meses da Copa, o direito de organizar a competição. O entrave marcou o rompimento entre o presidente da Conferedação Brasileira de Futebol – Ricardo Teixeira, que ficou 43 anos no poder – e a FIFA. Fato que, para muitos, determinou a queda da seleção brasileira no ranking; uma seleção que um dia já foi a primeira e hoje não está nem entre as 30.
sexta-feira, 25 de junho de 2010
quinta-feira, 24 de junho de 2010
quarta-feira, 23 de junho de 2010
terça-feira, 22 de junho de 2010
Alma de ditador
Dunga não atura quem pensa diferente dele. Quando topa com um desses por aí, sente vontade de xingar, ofender. Como o cara ousa?
Esse é o princípio ativo da ditadura - a punição a quem pensa diferente. Democracia é o oposto disso; faz valer o que pensa a maioria, mas recebe e discute as mais divergentes opiniões.
Simplesmente porque você só cresce, amadurece e se aperfeiçoa quando é exposto a novas ideias, novos pensamentos.
Ler e ouvir aqueles que pensam diferente, mesmo que seja para debater, é se manter são.
Alguns de meus melhores amigos são os que discordam de mim, muitas vezes de forma contundente. E em assuntos tão fundamentais, como religião, política e futebol. Discordar não é ofensa, ou não deveria ser.
Mas Dunga não é esse cara, e a CBF não é essa instituição. Para eles, o que vale é a patrulha ideológica; quem não pensa como a gente, não é patriota e precisa ser punido. A seleção usada como instrumento de controle das massas, de nacionalismo, a exemplo do que fazem e já fizeram as grandes ditaduras da história.
Ser patriota é, entre outras coisas, não superfaturar – um exemplo apenas. Alguns dos organizadores do Pan'07, ainda às voltas com o TCU e que podem ser vistos torcendo ferrenhamente pela seleção, camisa no peito, bandeira na mão e fazendo uso de gritos primatas a cada gol, são mais patriotas do que o sujeito que paga os impostos em dia e quer que o time de Dunga se exploda? Creo que no.
Mas se esse estilo tirano de Dunga nos frequenta faz quatro anos, por que só agora está sendo considerado insuportável? Porque só agora ele levou a cabo de forma pública e constrangedora a birra que tem com a Globo.
Faz bastante tempo que ele vem espinafrando publicamente repórters de outros veículos, mas o barulho nunca foi tão grande enquanto ele mantinha o braço de ferro com a Globo nos bastidores. Só que quem pisa publicamente no pé do gigante das comunicações vai ter que enfrentar a máquina. Mas Dunga é cabra macho. E, na cartilha de ética dele, ser cabra macho é olhar no olho de quem discorda de você e xingar muito.
De preferência, tendo um microfone às mãos enquanto o merecedor de seus impropérios não tem um.
Então, é de se esperar que ele continue a enfrentar a Globo nesse estilo sofisticado de sempre. E a gente vai ficando à margem da discussão fundamental, da pergunta crítica, do bate-papo que pode ajudar a entender e explicar.
Fico imaginando a coletiva de Dunga se o Brasil for eliminado e tenho a certeza que não chegará aos pés da que ele dará se for campeão. Essa sim, a pior de todas as entrevistas.
Quem não tinha motivo para torcer contra a seleção, esse parece ser um dos bons.