sábado, 3 de julho de 2010
sexta-feira, 2 de julho de 2010
quinta-feira, 1 de julho de 2010
quarta-feira, 30 de junho de 2010
terça-feira, 29 de junho de 2010
Ilhas Maurício, 13 de julho de 2034
Terminou ontem a mais disputada Copa do Mundo da história. A vitória da Suíça por 2 x 0 diante do forte time japonês foi incontestável e repleta de lances emocionantes. Por isso muita gente tem preferido dizer que a suíça aplicou uma goleada no Japão - e a afirmação pode até ser discutível já que apenas um jogo dessa Copa teve placar diferente de 0x0, 1x1 ou 1x0 - mas o fato é que a partida foi absolutamente equilibrada, com os dois times buscando jogar bola (foram adoráveis 14 minutos de bola rolando) e tendo uma chance de gol cada.
O jogo também pode ser considerado histórico pelo baixo números de faltas – 196 apenas (112 cometidas por suíços), e porque, pela primeira vez em três meses, somente um jogador teve que ser retirado de campo pela ambulância (Mitsubishi passa bem depois de ter recebido doses de células-tronco que possibilitarão a regeneração da parte lesada de sua coluna vertebral.) Para lembrar, a média de jogadores severamente lesionados ou mortos em Copas é de 2,5 por partida desde 2018.
Os melhores momentos disponibilizados pela FIFA para hologramas cadastrados em seu site comprovam que os dois times jogaram, como se deve jogar, para não perder, e o fizeram de forma heróica. Dos 97 carrinhos aplicados pelo time japonês, pelo menos quatro deles poderiam ter sido eleitos os mais belos da Copa (A FIFA divulgará amanhã os vencedores dos prêmios de melhor carrinho, lateral melhor batido, escanteio melhor cobrado, melhor simulação de falta e falta menos violenta). Também amanhã a FIFA tornará disponível os replays de alguns lances duvidosos pelo custo de R$ 130 o décimo de segundo do download (mas apenas para torcedores cadastrados e que não tenham antecedentes de críticas à entidade).
O fato é que mais uma Copa chega ao fim, e essa, em especial, vai deixar saudade. Seja pelo lateral incrivelmente bem batido por Apple, atacante americano, pelo perfeito sistema defensivo do time Esloveno, que acabou eliminado sem sofrer nenhum gol em tempo normal (aliás, o time completa no próximo mês oito anos sem sofrer gols), seja pelo novo recorde estabelecido por argentinos, que conseguiram aplicar um drible completo, sem ser seguido de falta, no cada vez mais sólido time coreano (o drible aplicado por Alfajores sobre Fajitas ficará em nossa memória por muitos anos). Mais do que nunca o futebol levou a campo sua verdadeira essência: a defesa.
A grande decepção foi o time holandês, que insiste em jogar tocando a bola. Além de não terem sido capazes de completar nenhuma dessas tentativas de tabela ou triangulação (desde 2021 não se tem notícia de tabela ou triangulação que tenha deixado de ser interrompida por falta e ainda assim esse time insiste), quatro de seus jogadores continuam hospitalizados. Dois deles, ainda em coma, vitimas do inapelável soco na cabeça dado por atacantes da China e da Noruega que não aceitaram, como nenhum de nós aceitaria, a tentativa de um chapéu e de uma caneta nos jogos da fase classificatória. Não custa lembrar que os outros dois holandeses que perderam a perna esquerda por causa de carrinhos no meio de campo, bem aplicados, aliás, passam bem e devem voltar a jogar em seis meses, já que os implantes foram realizados com sucesso.
O que não pode deixar de ser dito é que está mais do que na hora de determinados jogadores, especialmente holandeses e argentinos, pararem de tentar aplicar o que chamamos de dribles desmoralizantes – caneta, chapéu, drible da vaca entre eles. Desde 2020, quando a FIFA publicou a lista de 10 dribles rigorosamente proibidos por afetar a masculinidade do atleta, essas tentativas vêm sendo rigorosamente punidas pelo trio de arbitragem, sempre soberano em suas decisões que, por lei-FIFA, não fazem uso de tecnologia. Tango, o portenho que tentou dar uma caneta no russo Smirnoff, ainda conseguiu ver o juiz sacando o vermelho antes de levar o esperado soco de Smirnoff e cair estatelado. Na sequência, Smirnoff, enquanto esmurrava o peito estufado, foi aplaudido de pé pelas 12 mil pessoas que lotavam o estádio, fazendo desse o momento mais emocionante e mágico da partida, que foi reiniciada logo depois que o sangue foi retirado da grama sintética.
Agora é esperar pela Copa de Fernando de Noronha, em 2038, ano em que o Brasil voltará a ter a chance de sediar a competição depois do colossal fiasco de 2014, quando perdeu para o Canadá, a seis meses da Copa, o direito de organizar a competição. O entrave marcou o rompimento entre o presidente da Conferedação Brasileira de Futebol – Ricardo Teixeira, que ficou 43 anos no poder – e a FIFA. Fato que, para muitos, determinou a queda da seleção brasileira no ranking; uma seleção que um dia já foi a primeira e hoje não está nem entre as 30.
sexta-feira, 25 de junho de 2010
quinta-feira, 24 de junho de 2010
quarta-feira, 23 de junho de 2010
terça-feira, 22 de junho de 2010
Alma de ditador
Dunga não atura quem pensa diferente dele. Quando topa com um desses por aí, sente vontade de xingar, ofender. Como o cara ousa?
Esse é o princípio ativo da ditadura - a punição a quem pensa diferente. Democracia é o oposto disso; faz valer o que pensa a maioria, mas recebe e discute as mais divergentes opiniões.
Simplesmente porque você só cresce, amadurece e se aperfeiçoa quando é exposto a novas ideias, novos pensamentos.
Ler e ouvir aqueles que pensam diferente, mesmo que seja para debater, é se manter são.
Alguns de meus melhores amigos são os que discordam de mim, muitas vezes de forma contundente. E em assuntos tão fundamentais, como religião, política e futebol. Discordar não é ofensa, ou não deveria ser.
Mas Dunga não é esse cara, e a CBF não é essa instituição. Para eles, o que vale é a patrulha ideológica; quem não pensa como a gente, não é patriota e precisa ser punido. A seleção usada como instrumento de controle das massas, de nacionalismo, a exemplo do que fazem e já fizeram as grandes ditaduras da história.
Ser patriota é, entre outras coisas, não superfaturar – um exemplo apenas. Alguns dos organizadores do Pan'07, ainda às voltas com o TCU e que podem ser vistos torcendo ferrenhamente pela seleção, camisa no peito, bandeira na mão e fazendo uso de gritos primatas a cada gol, são mais patriotas do que o sujeito que paga os impostos em dia e quer que o time de Dunga se exploda? Creo que no.
Mas se esse estilo tirano de Dunga nos frequenta faz quatro anos, por que só agora está sendo considerado insuportável? Porque só agora ele levou a cabo de forma pública e constrangedora a birra que tem com a Globo.
Faz bastante tempo que ele vem espinafrando publicamente repórters de outros veículos, mas o barulho nunca foi tão grande enquanto ele mantinha o braço de ferro com a Globo nos bastidores. Só que quem pisa publicamente no pé do gigante das comunicações vai ter que enfrentar a máquina. Mas Dunga é cabra macho. E, na cartilha de ética dele, ser cabra macho é olhar no olho de quem discorda de você e xingar muito.
De preferência, tendo um microfone às mãos enquanto o merecedor de seus impropérios não tem um.
Então, é de se esperar que ele continue a enfrentar a Globo nesse estilo sofisticado de sempre. E a gente vai ficando à margem da discussão fundamental, da pergunta crítica, do bate-papo que pode ajudar a entender e explicar.
Fico imaginando a coletiva de Dunga se o Brasil for eliminado e tenho a certeza que não chegará aos pés da que ele dará se for campeão. Essa sim, a pior de todas as entrevistas.
Quem não tinha motivo para torcer contra a seleção, esse parece ser um dos bons.
segunda-feira, 21 de junho de 2010
domingo, 20 de junho de 2010
Brasil* só conquistou 4 títulos de forma não-invicta em sua história:
Campeonato Sul-americano de 1949
- perdeu do Paraguai por 2 a 1 na 1ª fase. Venceu o Paraguai na final (jogo desempate) por 7 a 0. A Argentina não participou
Copa América de 2004
- perdeu do Paraguai por 2 a 1 na 1ª fase. Venceu a Argentina na final, nos pênaltis, após empate por 2 a 2.
Copa das Confederações de 2005
- perdeu do México por 1 a 0 na 1ª fase. Venceu a Argentina na final por 4 a 1.
Copa América de 2007
- perdeu do México por 2 a 0. Venceu a Argentina na final por 3 a 0.
*equipe principal
sexta-feira, 18 de junho de 2010
quarta-feira, 16 de junho de 2010
Nova Zelândia 1x1 Eslováquia - NZ jogou mais do que esperavam e Eslováquia jogou menos. Empate justo para dois times fracos.
Costa do Marfim 0x0 Portugal - houve quem dissesse que foi um bom jogo. Achei horrível. Mas na média da Copa. Ambos darão trabalho para o Brasil, pois não são times ofensivos. Cristiano Ronaldo começou bem o jogo, acertou a trave, levou umas 2 porradas e apagou. Danny não jogou nada. Drogba voltou de operação no segundo tempo mas tampouco fez algo. Destaque para o habilidoso meia Gervinho, da Costa do Marfim.
Brasil 2x1 Coreia do Norte - Estreia nervosa do Brasil contra um time fraco, mas que não será o saco de pancadas da chave, deve tirar pontos de Costa do Marfim e/ou Portugal. Robinho melhor em campo, Maicon e Michel Bastos bem também. Kaká apagado, não deu nenhuma de suas tradicionais arrancadas pelo meio. Gilberto Silva é o elo mais fraco do time. Felipe Melo e Elano foram bem. A zaga foi melhor atacando que defendendo, ainda que Juan tenha feito bons desarmes. Luís Fabiano sumiu no meio da retranca norte-coreana. Não creio que o Brasil perderá jogos na primeira fase, então a Copa começa mesmo só nas quartas, contra a Holanda.
terça-feira, 15 de junho de 2010
Julio César – sem culpa no gol acabou salvando o Brasil de um constrangimento ainda maior evitando pelo menos outros dois gols certos.
Maicon – Não conseguiu apoiar de forma eficiente, embora tenha tido pouco trabalho já que a Coréia do Norte entendeu que o caminho da felicidade estava do lado oposto do campo
Lucio – A garra de sempre, mas mostrou que está cansado e, quando o cansaço bate, entra em campo aquela falta de jeito que lhe é tão peculiar. Tropeçou na bola pelo menos duas vezes ao tentar sair jogando.
Juan – Ao ser obrigado a cobrir as costas de Michel Alves, acabou deixando a zaga mais exposta do que o normal. Foi bem no primeiro tempo, quando tinha fôlego, e mal no segundo.
Michel Alves – Como lateral, é um meia e talento médio descolado. Péssimo para o time, ótimo para o adversário. Gilberto – Também perdeu a ginga de lateral, mas pelo menos ficou plantado e acabou por estancar a sangria do lado esquerdo da defesa brasileira.
Gilberto Silva – Por que ele ainda é convocado mesmo? Lento, sem brilho, sem fôlego. Foi mal.
Felipe Mello – Não foi expulso.
Elano – Não é volante, não é meia, não é. Taticamente, foi importante, especialmente durante os 15 minutos de bom futebol que a seleção mostrou.
Kaká - Fora de ritmo, for a de forma, não acertou um passe que não fosse lateral e foi anulado pela marcação coreana. Julio Batista – Valente, trombador, acabou dando vida ao ataque brasileiro. Chutou uma bola na trave e fez uma assistência para Robinho, que mandou a bola para além da Cidade do Cabo.
Robinho – Se jogasse metade do que ele acha que joga, ou do que ele tem capacidade para jogar, seria craque (mas aí não seria convocado por Dunga, naturalmente). Muita graça e pouco futebol, como sempre.
Luis Fabiano – Ao lado de Julio Batista, o mais determinado. Mas está visivelmene fora de ritmo e de forma. Como seu reserva se chama Grafite, não tem o que temer.